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Belo Horizonte, quinta-feira, 23 de maio de 2013


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06/01/2012

Período chuvoso aumenta os riscos de leptospirose
Doenças são causadas devido ao contato das pessoas com as águas contaminadas da inundações


O número de pessoas que contraem doenças transmitidas por enchentes aumenta significativamente nessa época. Segundo dados da Secretaria de Estado de Saúde (SES), somente nos três primeiros meses de 2011, somente a leptospirose infectou 59, o que corresponde a 64% dos 92 casos registrados durante o ano em Minas.

Essas doenças são causadas devido ao contato das pessoas com as águas contaminadas da inundações. Os casos de morte por conta da leptospirose mostram que janeiro é o mês mais preocupante, com quatro ocorrências de um total de nove em 2011.

O pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o médico João Carlos Pinto Dias, diz que as ocorrências se devem ao acúmulo de lixo e entulho, que atraem ratos. Com as chuvas, a urina desses animais contaminam a água das enchentes. Por isso, as pessoas devem evitar ao máximo se aventurar pelas regiões alagadas.

A leptospirose penetra no homem através da pele, feridas e mucosas. De forma indireta, a doença é contraída pela ingestão de alimentos contaminados. Alguns dos sintomas são febre alta, dores de cabeça e pelo corpo, diarreia e pele amarelada. Em média, eles duram de sete a 12 dias.

Apesar de já possuir vacina, outra doença de maior incidência com as chuvas é a hepatite do tipo A. Ela é transmitida pela ingestão de água ou alimentos contaminados com fezes humanas. Em 2011, foram 202 registros no Estado, mas sem mortes. Os sintomas também são febre e pele amarelada. Contudo eles permanecem por mais tempo, até quatro semanas. “Não convém fazer automedicação de forma nenhuma. Nessa época as unidades de saúde estão preparadas para identificar essas doenças. Isso é feito por um simples exame de sangue”, salienta João Carlos Dias.
Segundo a SES, as ações estão sendo coordenadas com as regionais de saúde para atender 27 cidades, entre elas Ouro Preto, Congonhas e Belo Horizonte. Os remédios estão sendo fornecidos pelo Estado.

O Ministério da Saúde informou que possui uma cesta de 20 itens, entre eles antibióticos, antiparasitários, antiinflamatórios, luvas e máscaras, à disposição. Entretanto, ainda não tiveram solicitação de ajuda do governo de Minas, diferentemente do Rio de Janeiro que vai receber quatro toneladas de produtos.

A SES está disponibilizando “Kits de Atendimento às Calamidades” para a população de municípios afetados pelas chuvas. Estão sendo distribuídos também medicamentos de acordo com a demanda apresentada pela Cedec-MG.

Os kits contém itens que atendem às principais necessidades dos municípios, para a prevenção e o atendimento em casos de enfermidades decorrentes do período chuvoso, como amoxicilina, analségicos, paracetamol, sais de reidratação e sulfametoxazol, entre outros medicamentos.

A Diretoria de Vigilância Ambiental da SES-MG vem atendendo aos pedidos de municípios com problemas. Para as regionais Belo Horizonte, Divinópolis, Ponte Nova e Manhumirim, responsáveis por 159 municípios, foram liberados 44 mil frascos de Hipoclorito de sódio 2,5%, que é utilizado na desinfecção de água para consumo humano. Para a Regional de Ubá, houve o envio de soro antirrábico, soro antibotrópico e antiaracnídico, para atendimento emergencial.

A SES garante também a vacinação nos municípios mais afetados. A vacina contra o tétano (dupla adulto) é a mais solicitada no período chuvoso. As 28 Superintendências/Gerências Regionais de Saúde estão com estoque garantido e as doses são encaminhadas de acordo com demanda dos municípios.

Fonte: Portal Hoje em Dia


 

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